Postado em 08/10/2014 por zemauricio

O PV é um partido ambientalista e independente

1 – O PV é um partido democrático e antitotalitário que quer construir um Brasil melhor. A posição de neutralidade, no caso de um partido político como o nosso, não é aceitável. No segundo turno, que vai decidir os rumos do Brasil nos próximos anos, não podemos nos omitir.

Seria um egoísmo partidário. Uma posição até cômoda que preservaria o PV para futuros embates, porém não construtiva. Nós moramos no Brasil. Nossos filhos e netos vivem no Brasil. O que acontecerá aqui nos próximos anos também é de nossa responsabilidade.

Os dois partidos em disputa governam o Brasil há 20 anos. Possuem méritos que temos a tranquilidade de reconhecer, como também limitações e erros graves que apontamos nos últimos meses.

2 – Comparação dos finalistas com as ideias do PV

Os dois candidatos são da mesma família de partidos. Partidos do campo dito socialista. Um, social-democrata e outro marxista. Ambos com temperos liberais e neoliberais… Difícil classificá-los como mais direita ou mais esquerda, mesmo para aqueles que continuam vendo o mundo por essa classificação da Revolução Francesa.

Vamos olhar alguns temas que são importantes para nós do Partido Verde, um partido ambientalista.

2.1 – Mais democracia

Nós queremos parlamentarismo/ voto distrital misto/ voto facultativo/ suspensão de financiamento de campanha por empresas. Política para servir e não política como negócio. Mais democracia representativa e interação com a democracia participativa e direta.

O único ponto de contato que achamos no programa dos finalistas é a citação de Aécio do voto distrital misto.

2.2 – Descentralização e serviço público profissionalizado

Redivisão de recursos públicos para reequilibrar a federação em favor dos municípios. Corte severo do número de cargos de confiança. Corte de ministérios, de 39 para 14 (incluindo nos 14, um ministério para o Nordeste e outro para a Amazônia). Fim do loteamento político das estatais.

Sobre isso há poucas menções no programa Aécio. O governo Dilma radicalizou perigosamente o aparelhamento partidário e clientelista do estado e das empresas estatais, com graves consequências para o futuro da democracia no Brasil.

2.3 Desenvolvimento sustentável

Inclui economia verde / inclusão social / equilíbrio ambiental.

Queremos diminuir de forma sustentável a distância entre a riqueza e a pobreza no país. Investimentos para universalização da educação e saúde, recuperação do salário mínimo, jornada de 40 horas já, políticas focadas como Bolsa Família e cotas com estímulos para sua superação ao longo do tempo. Investimento em promoção da saúde e Programa Saúde da Família (PSF). Carreira nacional de base municipal para professores e profissionais de saúde do PSF. Previdência justa, equilibrada e igualitária.

Essas teses são compatíveis com um futuro governo Dilma ou Aécio.

Já no caso da economia verde e equilíbrio ambiental, queremos uma centralidade no combate às mudanças climáticas e preservação da biodiversidade. Precificação de carbono; redução progressiva dos combustíveis fósseis na nossa matriz energética; substituição do diesel e da gasolina por combustíveis limpos para purificar o ar das cidades. Além disso, eficiência energética; uma Petrobrás renovável; apoio ao etanol; investimentos em energia limpa, principalmente solar (solarização de um milhão de residências em quatro anos). Organizar comitês de bacias em todos os nossos rios e a partir delas fazer o planejamento urbano, rural e de saneamento básico. Desmatamento zero e recuperação de áreas degradas em todos os biomas. Reforma agrária com instalação dos cinturões verdes com agricultura familiar e orgânica em volta de cada cidade, para produção de alimentação saudável livre de agrotóxicos.

Reorientar a agroindústria e a indústria de alimentos para produção de alimentos mais saudáveis com a diminuição de gordura, aditivos, sal, açúcar e carne. Reorientar o agronegócio para um padrão sustentável de produção.

Habitação sustentável para todas as classes sociais. Conceito de cidade compacta e respeito às áreas de proteção permanentes (APPs) nos centros urbanos. Arborização e parques naturais lineares e urbanos. Prioridade máxima para o saneamento, inclusive para o cumprimento da lei dos resíduos sólidos. Lançar o desafio de Lixo Zero para indústrias e cidades.

Nesses assuntos de economia verde e equilíbrio ambiental, a colheita é relativamente escassa no campo dos dois candidatos. No entanto, o balanço é muito desfavorável a Dilma. Seu partido é pró-combustível fóssil e refém da indústria do petróleo e das multinacionais montadoras de veículos privados.

3 – Cultura de paz

Direitos humanos, direitos sociais, equidade.

Respeito e resgate de direitos para os indígenas brasileiros, superação de qualquer tipo de discriminação religiosa, racial, cultural, de idade ou de gênero. Inclusão das pessoas com deficiência.

Total respeito e direitos plenos para os que querem ver respeitados sua livre orientação sexual.

Revogação da lei que sacrifica às mulheres brasileiras que por algum motivo interrompem voluntariamente uma gestação.

Retomada da discussão do desarmamento de civis; redução de gastos militares; abolição do serviço militar obrigatório.

Uma nova administração penitenciária. Foco no sistema de alternativas penais na criação de uma estrutura poderosa para os regimes abertos e semi-abertos. Aplicação da lei das cautelares aos casos de prisão provisória visando retomar o controle das penitenciárias, humanizá-las e reduzir os índices de reincidência. Manter a maioridade penal em 18 anos como previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Enfrentar a economia do crime com uma nova e inteligente política para reduzir os danos das drogas psicoativas, ditas ilegais. Legalização, regulação e orientação dos usuários pelo sistema de saúde.

Prevenção da violência no trânsito com apoio aos pedestres, IPI zero para estimular o uso de bicicletas nas cidades.

Bem-estar animal como uma nova política de convivência não antropocêntrica entre humanos e todos os outros seres vivos silvestres, de estimação, de trabalho, ou os que são criados em fazendas.

Estas pautas evidentemente são deficitárias ou ausentes, tanto no campo da Dilma quanto do Aécio.

Fique claro que são pautas das quais o PV não abrirá mão de lutar com denodo nos próximos anos, aconteça o que acontecer neste segundo turno.

4 – Este breve balanço mostra que Aécio e Dilma são igualmente deficitários e devedores nas políticas que o PV agrupa no capítulo Cultura de Paz.

Mostra que na questão da inclusão social são semelhantes e compatíveis com nossas ideias.

Mostra que na questão da economia verde/equilíbrio ambiental o pêndulo se inclina para o Aécio pela evidente aversão do PT por essa pauta.

Finalmente, nas questões democráticas de conformação da federação e da profissionalização dos serviços públicos e empresas estatais, o campo da Dilma deixou muito a desejar no último período de governo.

Com esse conjunto de comparações, o PV, respeitando os méritos, limitações e deficiências que existem nos dois campos em luta no segundo turno, decide pelo apoio crítico e independente ao candidato Aécio Neves.

Crítico, pois continuaremos sem qualquer recuo com as nossas bandeiras que não forem acolhidas por este candidato.

Independente, pois nada pedimos em troca do nosso apoio.

O PV cumpre sua obrigação política e democrática de se posicionar em um segundo turno decidido pelo povo brasileiro e preserva integralmente seu caráter e seu papel de partido ambientalista representante da corrente internacional dos partidos verdes no mundo.

Um partido necessário para construção de um Brasil justo democrático e sustentável.

Direção Nacional do Partido Verde

Brasília, 8 de outubro de 2014

 

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Postado em 04/10/2014 por zemauricio

A força da simplicidade

Um movimento revolucionário fermenta na vida de milhares de pessoas em vários países. Ele é discreto, pacifista, construtivo, agregador e vem para ser um dos principais motores de implementação do desenvolvimento sustentável.

Vem para reformar profundamente as formas de viver, conviver, produzir, consumir, de se relacionar com os limites da natureza, com as outras espécies de seres vivos. Vem para revolucionar o capitalismo e o socialismo. Seu nome é simplicidade voluntária.

Suas raízes mais longínquas podem ser procuradas nas conversas de Jesus Cristo ou Buda com seus seguidores há mais de 2.000 anos no Oriente Médio ou subcontinente indiano. A força de sua atração transformadora mudou os impérios da Antiguidade.

Mais recentemente, quando do ano 1000 da era cristã, são Francisco de Assis lançou novamente, numa vertente ultrarradical, um movimento para reformar o império religioso, opulento e obeso que se dizia herdeiro de Cristo em Roma.

Lutero na Alemanha, os Quaker na Inglaterra e Inácio de Loyola do lado da Contrarreforma de certa forma retomaram a crítica esquecida pelos poderosos da época. Os papas João 23 e Francisco vêm dessa linhagem. Mas foi com Gandhi na Índia que podemos dizer que a simplicidade voluntária atingiu sua formulação mundana e atual.

Ela é uma espécie de síntese de todas as reformas e mudanças culturais que ele propunha como alternativa de liberdade e de vida equilibrada para o grande país asiático, que ao se libertar do domínio inglês marcou o fim do maior império colonial da história.

A fórmula de Gandhi tem cada vez mais trânsito em diferentes culturas. Para nós, do Ocidente, a facilidade de entendê-la e senti-la vem da influência que ideias de Jesus, Tolstoy e Henry Thoreau tiveram sobre a formação do pensamento gandhiano.

A simplicidade voluntária não é opção pela pobreza. É opção pelo essencial, pelo que é necessário para nossa vida e para a vida da comunidade. Não é uma visão totalitária, pois o essencial e o necessário são sempre diferentes em cada um de nós, mas é uma crítica tenaz, permanente, contra o consumismo moderno, contra a opressão da extrema riqueza e da extrema pobreza que permitem que exista um país como os Estados Unidos da América ao mesmo tempo em que existe uma Etiópia. E que permite que existam, em cada país, diferenças tão grandes quanto essas de Los Angeles e Adis Abeba.

Ela também não é uma utopia regressiva, hostil à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico. Apenas pretende dar um sentido ético a esse desenvolvimento.
As propostas da ONU chamadas de desenvolvimento sustentável e cultura de paz têm na simplicidade voluntária a sua mais acabada fusão. Elas querem redimensionar todas as políticas públicas atuais, da educação à mobilidade, da segurança pública à política habitacional, da política energética à agricultura.

O Partido Verde do Brasil, neste ano tão importante de escolhas sociais e políticas, deseja ter a oportunidade de conversar com os brasileiros sobre isso. O país, pela diversidade de seu povo e por sua natureza abençoada, pode e deve ser uma liderança nesse novo internacionalismo que reconhece na Terra uma pátria comum da humanidade e de todos os outros seres vivos que dividem conosco o planeta azul.

Eduardo Jorge

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Postado em por zemauricio

A gente deve praticar o que defende

 Sempre procurei ser coerente com minhas posições, em casa com minha família ou nos cargos legislativos e executivos que ocupei. Fui Secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo por oito anos, e muitas coisas que estão hoje no meu programa Viver Bem, Viver Verde – propostas do PV para o Brasil foram aplicadas em São Paulo, uma cidade-país.

São Paulo foi a cidade que criou no Brasil a primeira Lei Municipal de Mudança do Clima, com diretrizes para todas as áreas da Prefeitura no sentido de promover a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas. Por conta disto e das ações implementadas, a cidade foi uma das fundadoras da C40 – rede das maiores cidades do mundo que se uniram em torno da questão climática – juntamente com Nova York e Londres. E teve também projeção em fóruns internacionais como cidade de vanguarda por suas políticas públicas voltadas a isso.

A captação do metano, um dos gases de efeito estufa, emitido pelos dois aterros sanitários da cidade, Bandeirantes e São João, e sua transformação em energia injetada na rede de abastecimento pública, está entre elas. Foram gerados créditos de carbono, vendidos em leilões eletrônicos e cujos recursos gerados foram aplicados em projetos no entorno da localização destes aterros, como forma de compensação. Esse projeto produz hoje energia para cerca de 600 mil habitantes em São Paulo e bloqueia cerca de 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa na cidade.

A poluição do ar, hoje, é um dos maiores riscos de mortalidade e morbidade para toda a população do Brasil, resultado do uso de petróleo (diesel e gasolina) nos veículos. Segundo estudo recente da Faculdade de Medicina da USP, morre uma pessoa por dia para cada um milhão de habitantes. Isto são 44 mortes por dia no estado de São Paulo. Podemos estimar então que são cerca de 200 mortes por dia no Brasil. Cerca de 60 mil por ano, mais do que os 55 mil homicídios por ano.

Em função disso, nós desenvolvemos programas qualitativos e quantitativos. Os quantitativos foram a expansão do transporte público via apoio ao metrô e a modernização de ônibus e trens. Saímos de 45% de uso do transporte público e 55% transporte individual em 2005 para 55% transporte público e 45% transporte individual em 2012. Projetamos que era possível prosseguir nesta transição quantitativa para 60% público/40% privado em 2016.

Os qualitativos foram o desenvolvimento da Ecofrota e a Inspeção Veicular. A Ecofrota, é um programa que testou várias alternativas ao uso de diesel na frota de ônibus da cidade (2 mil dos 12 mil ônibus municipais com trólebus, etanol, diesel, de cana, híbridos, hidrogênio etc), tendo como meta substituir o combustível fóssil por fontes mais limpas até 2018.

Cerca de 350 mortes/ano na cidade de São Paulo foram evitadas com a implantação do Programa de Inspeção Veicular, somente levando em conta os veículos a diesel. Os dados são do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP. Se toda a frota a diesel da região metropolitana fosse inspecionada com os mesmos resultados, seria esperado que 1.560 mortes seriam evitadas, além de 4 mil internações. A cidade hoje não conta com o Programa de Inspeção Veicular. Há uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente em vigor, tornando a inspeção obrigatória nas cidades, mas ninguém cumpre e nem é penalizado por isso.

Ainda em relação ao transporte menos poluente, a bicicleta entrou no radar das políticas públicas, quebrando um paradigma cada vez mais difícil numa cidade feita para os carros. Implantamos a primeira ciclovia de rua, na Radial Leste, com 6km, abrimos diálogo com ciclistas e cicloativistas, implantamos os bicicletários e aluguel de bicicleta nas estações do metrô e a ciclofaixa de lazer, que pode ser considerada a melhor estratégia de educação para o convívio no trânsito de São Paulo. Foi muito difícil começar esta mudança nesta cidade que sempre foi feita pensando no carro. Hoje não há mais como a bicicleta ser deixada de lado pelas políticas públicas em São Paulo. É um avanço consolidado.

A Secretaria do Verde, em 2005, trouxe para o Brasil a discussão do conceito da cidade compacta, propondo adensamento populacional em áreas onde já havia infraestrutura de transportes e serviços implantada, nas regiões centrais e no centro expandido de São Paulo em todas as operações urbanas em planejamento e aprovação na cidade durante este período.

Ampliamos o número de parques municipais, que eram 33 em 2005, para 98 em 2012. Tínhamos 15 milhões de metros quadrados de áreas verdes protegidas no começo e terminamos com 45 milhões de metros quadrados. Os parques foram espalhados por toda a cidade e passaram a ser de três tipos – tradicionais urbanos, lineares e naturais. Deixamos para a administração seguinte 50 outras áreas em processo de implantação variado, incluindo declarações de utilidade pública, desapropriações, projetos em andamento etc, incluindo áreas como Chácara do Jockey, Augusta, vários na região da Cantareira e nas regiões de mananciais.

Além disso, ampliamos o índice de novas árvores plantas. São Paulo saltou de um plantio de 20.000 árvore/ano em décadas passadas para 200.000 árvore/ano de 2005 a 2012. Foram plantadas 1.600.000 árvores.

Para proteger nossos mananciais de água, recurso que vem se tornando cada vez mais escasso, criamos a Operação Defesa das Águas, que promoveu rigorosa defesa das Áreas de Proteção Permanente e mananciais ao coibir novas ocupações nestas regiões. Projetamos um colar de parques para a borda da Cantareira, como forma de evitar a continuidade das ocupações em direção ao maciço verde. E também implantamos parques no entorno das representas Billings e Guarapiranga, levando lazer para aquela população e evitando novas ocupações. Em parceria com a Secretaria de Habitação foram urbanizadas favelas respeitando Áreas de Proteção Permanente. Trouxemos também para São Paulo o conceito do parque linear nas áreas de várzea.

Enchentes, deslizamentos, ocupação ilegal de áreas de risco e Áreas de Proteção Permanente urbanas são as principais causas de mortes por desastres climáticos no Brasil. Em São Paulo conseguirmos chegar a zero mortes por desastre climático nos últimos anos da nossa gestão, algo muito raro nas grandes cidades brasileira.

Durante os oito anos em que coordenei a Secretaria do Verde, assumimos, em nível municipal, o licenciamento ambiental das obras na cidade. Foram emitidas cerca de 15 mil licenças, incluindo grandes obras como todas as atuais obras do metrô em andamento e todas as operações urbanas municipais. No caso do trecho sul do Rodoanel, conseguimos que o governo do estado, responsável pelo licenciamento e implantação da obra, incluísse para a cidade a implantação de parques e de medidas que evitassem a indução da ocupação populacional, maior temor frente aos locais do trajeto da estrada. As cidades atravessadas pelo rodoanel foram chamadas a apresentar suas avaliações sobre o projeto. Nós apresentamos estudos e fizemos novas exigências, que foram atendidas. Foram implantados 4 grandes parques naturais com 15 milhões de metros quadrados como compensação ambiental para proteção e recuperação da biodiversidade na região.

Foi criada a Câmara de Compensação Ambiental, composta por técnicos de diferentes áreas da Secretaria, para determinar em cada caso de licenciamento ambiental quais as melhores compensações para a cidade. Antes esta prerrogativa era de apenas um setor da Secretaria, o que não proporcionava equilíbrio e nem uma visão mais abrangente e necessária.

Fomos pioneiros na implantação, em 2008, da ‘lei solar’ na cidade de São Paulo, que prevê que residências novas construídas em São Paulo com quatro ou mais banheiros (incluindo lavabos) devem contar com sistema de aquecimento solar de água. Casas e apartamentos com três banheiros também têm sua parte na lei municipal nº 14 459: a entrega do imóvel está condicionada à construção de infraestrutura para futura instalação do equipamento (tubulação de água quente e espaço na cobertura para o kit). Ficam isentos apenas os imóveis que comprovarem incapacidade técnica (por meio de um laudo) em razão de baixa incidência de sol.

Colocamos em funcionamento o Fundo Especial de Meio Ambiente (FEMA), aplicando os recursos provenientes de multas ambientais e créditos de carbono em ações e editais temáticos em áreas temáticas. Fizemos mais de dez editais dedicados ao trabalho de educação ambiental com ONGs. Um destes editais privilegiou a agricultura orgânica, realizando através de parceria com instituições o levantamento do número de agricultores familiares no extremo sul da cidade, promovendo a qualificação deles para a agricultura orgânica. Vários abandonaram a agricultura tradicional e migraram para a orgânica. Um outro problema para estes produtores é o escoamento. Criamos então duas feiras orgânicas exclusivas para isto, uma na região do Parque Ibirapuera outra no Parque Burle Marx e uma terceira na Zona Leste.

Criamos a Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (UMAPAZ) com o propósito de oferecer programas e atividades de educação ambiental e para a convivência, abertos a pessoas de diferentes faixas etárias e formação, numa perspectiva transdisciplinar, contribuindo para a sustentabilidade em São Paulo.

Desenvolvemos, através da UMAPAZ, o Programa Difusão da Carta da Terra na rede municipal de ensino, que contou com 30 turmas descentralizadas nas diversas regiões da cidade, alcançando cerca de 800 escolas. Foram reproduzidos 65 mil exemplares da Carta, distribuídos a todos os professores da rede municipal. A Carta da Terra é um documento idealizado na Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro em 1992 e escrito por muitas mãos ao redor do mundo. Contém quatro princípios: respeito e cuidado com a comunidade; integridade ecológica; justiça social e econômica; democracia, não violência e paz. Tem sido utilizada como um código de ética planetário, capaz de iluminar uma perspectiva de futuro sustentável, equânime, democrático e pacífico. Promovemos também a descentralização do trabalho de educação ambiental nos parques.

Como médico sanitarista, tenho clara a relação entre saúde e meio ambiente. Criamos então o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), que valoriza o Agente Comunitário de Saúde e seu potencial para levar às famílias brasileiras informações importantes para sua saúde. No ano de 2007 foram capacitados 4.967 agentes, sendo 4.864 agentes comunitários de saúde e 68 agentes de proteção social. Eles estudaram os temas lixo, água, energia, biodiversidade, convivência saudável com animais e zoonoses, consumo consciente, cultura de paz e não violência. O Projeto visa também promover a qualificação dos gestores das organizações responsáveis pela gestão e formulação de políticas públicas ambientais e de saúde para a tomada de decisões e implementação de uma agenda integrada. Após este momento, o PAVS passou a implementar projetos e ações de intervenção em nível local. O projeto está hoje sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, e os Agentes Comunitários mantêm nos últimos anos cerca de 800 projetos ativos/ano, de educação ambiental e promoção da saúde.

A adoção de alternativas penais aos regimes fechado, aberto e semiaberto é fundamental para desafogar nosso sistema carcerário. Acolhi em nossos parques, através de cooperação com a Central de Penas e Medidas Alternativas do Estado, dezenas de prestadores de serviços à comunidade. Em alguns casos houve incorporação destes prestadores de serviço ao grupo de trabalhadores dos parques, de acordo com a vocação de cada espaço. Alguns destes prestadores de serviços que foram contratados pelas empresas de manutenção (terceirizadas). Outros tornaram-se voluntários, continuando o mesmo serviço que tinham iniciado sob a pena.

Ouvir o cidadão é fundamental no processo de construção de uma nova realidade. Neste processo da Secretaria, além de estabelecer diálogo com ONGs, empresas e instituições de diversos tipos, criamos os Conselhos Regionais de Meio Ambiente e Cultura de Paz nas Subprefeituras, ampliando a participação do cidadão na gestão das políticas públicas de meio ambiente na cidade.

Num processo de descentralização foram criados 10 núcleos regionais, distribuídos pelas macrorregiões da cidade. Com intenção de promover a profissionalização do trabalho da secretaria, foram feitos concursos públicos para técnicos em várias categorias, e mesmo nos cargos de confiança demos preferência por ocupação por processo seletivo abertos.

Estes são alguns pontos de oito anos de gestão frente à Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Cidade de São Paulo. É como penso que podemos mudar nossos paradigmas. É possível promover desenvolvimento sustentável, justiça social e cultura de paz com a radicalização da democracia.

Nosso orçamento saiu de cerca de R$ 70 milhões em 2005 para R$ 350 milhões em 2012 porém mais importante do que isso foi criar uma tradição de trabalho intersetorial com as várias secretarias, incorporando nos projetos e programas das várias políticas públicas a dimensão ambiental.

Eduardo Jorge

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Postado em 29/09/2014 por zemauricio

PV entra com representação contra Levy Fidelix no Ministério Público

A pedido de Eduardo Jorge, o PV Diversidade, representado por André Pomba, candidato do PV a deputado federal, protocolou hoje no Ministério Público uma representação contra Levy Fidelix por seu pronunciamento homofóbico proferido ontem no debate da Rede Record. A representação pede que se instaure inquérito/processo crime pelo desrespeito à dignidade humana e igualdade de direitos.

“Hoje cedo já mobilizei o Jurídico do Partido Verde e o PV Diversidade, na figura de André Pomba, e entramos hoje no Ministério Público, em São Paulo, com uma representação contra Levy Fidelix pelas declarações homofóbicas no debate de ontem. A posição do PV todos já conhecem, somos a favor de equiparar a homofobia a crime de racismo. Para nós, mesmo sem essa legislação explicitamente aprovada no congresso, julgamos que cabe o processo por incitação à violência e preconceito. O Jurídico do PV também está estudando para amanhã uma ação junto ao TSE”.

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Postado em 20/09/2014 por admin

Eduardo Jorge fala sobre Cultura de Paz em programa eleitoral

A democracia, o respeito aos direitos humanos e a cultura de paz são os elementos necessários para um ambiente onde o desenvolvimento sustentável pode prosperar. A superação da hegemonia da cultura da violência pela hegemonia da cultura de paz nas relações das pessoas, classes sociais, religiões, etnias ou nações é uma revolução tão profunda quanto a revolução verde do desenvolvimento sustentável. Assista!

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Postado em 19/09/2014 por zemauricio

Eduardo Jorge está em Cuiabá neste sábado

Atividades do candidato do Partido Verde à presidência incluem plantio de árvores às margens da Lagoa Encantada, caminhada pelo centro e e ato público em defesa do rio Cuiabá.

Neste sábado 20/09, Eduardo Jorge chega a Cuiabá, no estado do Mato Grosso. A agenda tem início às 8h, com uma caminhada e plantio de árvores na Lago Encantada, na Morada da Serra (CPA III).
Às 10h30 os Verdes caminham com Jorge pelo centro da cidade, na Avenida 13 de Julho, com concentração na Praça da Matriz.
Na sequência, às 11h30, Eduardo Jorge participa de ato público em defesa do Rio Cuiabá, na Ponte Nova.
“É preciso revitalizar os rios que cortam as cidades, despoluindo-os e promovendo a correta destinação aos esgotos que hoje são despejados in natura muitas vezes nestes cursos d’água. Instituir comitês de bacias em todo o país e extinguir a classe 4 de rios na Resolução Conama 357, que atualmente permite a figura do ‘rio morto’, destinado a paisagem, diluição de efluentes e geração de energia”, define Eduardo Jorge. “É preciso universalizar o saneamento básico no Brasil e reduzir o desperdício na rede pública de águas”.
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Postado em por zemauricio

Eduardo Jorge participar da cerimônia de premiação das cidades mais sustentáveis do mundo em Nova York

 Eduardo Jorge, candidato do Partido Verde a presidente, está em Nova York, onde participa da premiação, promovida pelo C40, das dez cidades líderes em ações para mitigar e adaptar as mudanças climáticas. O evento acontece no The Mahattan Center.

Ao todo 87 cidades inscreveram suas experiências. Destas, dez serão premiadas nas categorias transporte urbano; energia verde; adaptação e resiliência; gerenciamento de resíduos sólidos; finanças e gerenciamento econômico; comunidades sustentáveis; infraestrutura de cidade inteligente; qualidade do ar; medição e planejamento de carbono; eficiência energética em ambientes construídos.

Eduardo Jorge é jurado desde a primeira edição, em 2013, que premiou a cidade do Rio de Janeiro na categoria comunidades sustentáveis. Ele foi convidado pelo trabalho desenvolvido à frente da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Cidade de São Paulo (2005-2012), que projetou a cidade nos fóruns e grupos internacionais como o próprio C40, do qual São Paulo foi uma das cidades fundadoras e presidente.

Dentre as ações para promover a mitigação e adaptação às mudanças climáticas em São Paulo durante sua gestão destacam-se a criação da primeira lei de mudança climática municipal no país; a captação do metano em aterros sanitários e venda dos créditos de carbono com aplicação no entorno das regiões onde estão localizados os aterros; a criação e implantação de parques, triplicando o número de áreas verdes protegidas, incluindo os chamados Parques Lineares às margens de rios e córregos.

Foi feito mapeamento das áreas de risco na cidade e removidas famílias em áreas de encosta e margens de rios, com oferecimento de opção habitacional, evitando mortes por extremos climáticos; o conceito de cidade compacta foi incorporado a todas as operações urbanas em andamento. Na área de transportes, além de recuperar e ampliar a rede de ônibus elétricos, foi criada a ecofrota, minimizando o uso de combustível fóssil na frota de transporte público, e a bicicleta passou a figurar no horizonte das políticas públicas, com a implantação da primeira ciclovia para transporte na cidade, na Radial Leste, de bicicletários em estações de metrô e o projeto de ciclofaixas de lazer, importante medida de educação para o trânsito.

“A fundação do C40 por São Paulo, Nova York e Londres colocou as grandes cidades no mapa do combate ao aquecimento global no mundo. Despertou protagonismos de grandes cidades nesta que é a questão econômica, social e ambiental mais importante do século 21. Essa premiação, em sua segunda versão – a anterior aconteceu em Londres no ano passado – tem o objetivo de mostrar que essa mudança é possível sempre que administrações conseguem um bom diálogo com as forças econômicas e a população local”, define Eduardo Jorge.

Em seu Programa Viver Bem,  Viver Verde, o candidato do Partido Verde defende que as cidades tenham protagonismo e poder de fato, para poderem, com mais autonomia e criatividade, criar políticas públicas e ações mais adequadas às realidades locais. “A Constituinte de 88/89 já determinou uma visão de reforço da atuação municipalista que não foi explorada com toda consequência por causa da resistência de Brasília em repassar poderes e orçamentos; por sua tendência em manter burocracias pesadas para dirigir programas de cima para baixo, inclusive com interesses de domínio e manipulação política e social”, diz Jorge.

O Programa do PV define que a crise climática tem em especial uma urgência máxima no país: impedir que as enchentes e deslizamentos cada vez mais frequentes desalojem e matem a população pobre das cidades. Um dos principais indicadores de avaliação dos executivos deve ser o número de desabrigados e mortes por desastres climáticos por ano.
Mais informações sobre o evento: http://cityclimateleadershipawards.com/
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Em seu canal no Youtube Eduardo Jorge responde a pergunta de internauta sobre Educação

O candidato do Partido Verde, Eduardo Jorge, está com um canal no Youtube para responder as perguntas dos internautas sobre os temas polêmicos de campanha e as diretrizes de seu plano de governo. Neste vídeo o candidato fala de sua proposta para a Educação. Assista.

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Postado em 18/09/2014 por zemauricio

Eduardo Jorge está no Ceará nesta sexta-feira, 19/09

Eduardo Jorge está no Ceará nesta sexta, 19/09. A programação inclui as cidades de Nova Olinda, Assaré, Crato e Juazeiro do Norte.
A agenda começa cedo, as 9h, na Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, na cidade de Nova Olinda. A Fundação é uma organização não governamental criada em 1992 a partir da restauração da primeira Casa de Fazenda Tapera, ponto de passagem da estrada das boiadas que ligava o Cariri ao sertão dos Unhamus no final do século XVII, e tem como missão a formação educacional de crianças e jovens protagonistas em gestão cultural por meio de seus programas: Memória, Comunicação, Artes e Turismo.
De lá, Eduardo Jorge segue para Assaré, onde visita, por volta das 10h, a casa do poeta Patativa do Assaré, uma das principais figuras da música nordestina do século XX.
O roteiro prossegue às 12h, com visita à Floresta Nacional do Araripe, na cidade de Crato. A Floresta ocupa uma extensa área que atravessa a fronteira do Ceará com Pernambuco, numa área total de 39.262,326 hectares.
A programação termina em Juazeiro do Norte, no Horto, com visita à estátua de Padre Cícero, considerado o primeiro ecologista do Nordeste, às 13h.
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Eduardo Jorge responde a pergunta de internauta sobre reforma política

Eduardo Jorge está com um canal no Youtube para responder as perguntas dos internautas sobre os temas polêmicos de campanha e as diretrizes de seu plano de governo. Neste vídeo o candidato fala de sua proposta sobre a reforma política. Assista.

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